quinta-feira, 11 de março de 2021

WandaVision e o luto (não é um texto profundo, relaxa)

 (ATENÇÃO PARA SPOILER - SE NÃO VIU A SÉRIE E QUER VER, REPENSE LER O TEXTO)

Ontem eu terminei WandaVision e, além de ter feito comparações pessoais, eu também fiquei pensando no luto e em como a gente lida com ele. Nesse momento que o mundo ta (e mais ainda o Brasil), eu fico sempre pensando nos que ficaram. Meu coração ta com eles.

A gente nasce sabendo que um dia vamos ir embora, mas ninguém nunca nos prepara pra quando precisamos dar adeus, né? Não ensinam nas escolas e na minha infância, apesar de muitos parentes terem morrido, não se falava muito no que ficava. A pessoa morria e acabava, não havia conversas sobre como lidar com isso. No máximo mencionavam a saudade, assim meio genérico. Acho que se fossemos um pouco mais preparados talvez ficasse mais fácil? Posso estar falando besteira, claro.

O luto é mesmo o amor que segue. E a gente não sabe lidar com um amor que não existe mais.

Eu não sei vocês, mas se eu tivesse o poder da Wanda talvez eu fizesse a mesma coisa. Talvez eu tivesse criado uma realidade só minha com as pessoas que perdi. Sei lá. Meu poder é, acho, calar. Porque foi assim que lidei com o luto até agora. Eu calo. Não choro (eu sei, horrível). Depois explode tudo. Péssimo. Se eu tivesse como canalizar o que eu calo talvez eu criasse um outro mundo, onde nada mudou, tudo ficou como eu quis.

Quem viu a série sabe que não funciona muito bem essa história, mas a mente humana é muitas vezes rasa e só quer o imediato, lidando com as consequências depois. Eu agiria assim também, tenho quase certeza. E é por isso que eu gostei tanto da série. Como pode a gente se identificar com série de super herói?

Doideira.

 

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Eu gosto de ser gostada

Essa frase do título eu vi no tumblr esses dias, mas eu tenho quase certeza que é do Augustus Waters. To com preguiça de verificar, então vamos acreditar que sim. Ah, eu ainda tenho Tumblr, vocês têm? Eu gosto tanto! É sempre uma terapia. Enfim, eu rebloguei essa frase porque bateu fundo em mim. 

É sobre isto.

Eu gosto de ser gostada e sou extremamente refém disso. Constantemente me preocupo com o que os outros vão pensar de mim, o que vão achar de tal atitude, etc. Não a toa, o personagem que mais me identifico ultimamente é a Grace de Grace&Frankie. Já é piada na casa da minha família. Eu sou 98% a Grace, faltando só os martinis de manhã pra completar. 


É uma coisa que eu percebi recentemente e que com certeza vou levar pra terapia. Que eu era a Grace eu já sabia, mas pensava que era só um tipo de herança que minha mãe tinha me passado, porque ela é a Grace também. Mas as coisas são mais profundas do que uma mera identificação com um personagem de série.

Quando eu conheço uma pessoa pela primeira vez (faz tanto tempo que isso não acontece, meu deus) eu me esforço muito pra essa pessoa gostar de mim. Então eu ativo meu eu social, eu faço muitas perguntas, eu realmente me interesso pela vida dela, eu faço essa pessoa rir, etc. Eu preciso sentir que a pessoa não saiu da conversa entediada, irritada ou algo do tipo. 

É normal isso?

Aí o que acontece: quando, por algum motivo, uma relação acaba, eu me sinto MUITO TRISTE, mas não pelos motivos normais. Eu me sinto triste porque eu penso: essa pessoa não gosta mais de mim????? :(((

Uma visão totalmente egocêntrica? Sim, com certeza.  Meu ego ferido é maior do que a tristeza de não ter mais tal pessoa na minha vida. Que coisa, né? É bom assumir. Torna mais real, mas também me deixa mais leve, sensação de auto conhecimento elevada, sabe? Porém, se tem solução (ou pelo menos se tem como amenizar esses sentimentos) somente o tempo - e minha psicóloga - poderão dizer.

 

 Até mais!