terça-feira, 28 de julho de 2015

O fenômeno do ponto de ônibus

A pessoa que faz parte do proletariado brasileiro (e que utiliza o nosso maravilhoso serviço de transporte coletivo) vai se identificar com esse post.
Acontece um fenômeno, quase uma lenda urbana, quase um mistério, quase uma lei de Murphy mal desenvolvida, quase uma irritação sem fim que é a seguinte: você está lá de boas esperando o seu ônibus, ansiando chegar em casa e por o pijama, ouvindo música e sonhando com um futuro bom.

Mais ou menos assim

A parada de ônibus (eu chamo de parada e não de ponto, desculpa) está praticamente vazia, tem você e uma ou duas pessoas. 
EIS QUE, do mais profundo nada, aparece uma pessoa. Não é qualquer pessoa. É a pessoa que pouco quer saber se a parada está quase vazia, pouco se importa se vai incomodar, e muito pouco sabe sobre espaço alheio.

Mais ou menos assim

Essa pessoa encosta em você, joga fumaça na sua cara, atira sacolas nos seus pés, grita muito no celular e nem.percebe.a.sua.presença. Esse tipo de pessoa se considera sozinha no mundo e não consegue ver nada além de uma parada vazia. Ou isso, ou tem uma enorme necessidade de contato humano, porque não é possível.

Chamo de fenômeno porque acontece apenas quando seu humor está ótimo, quando você está de bem com a vida (de vento em popa, feliz pra burro, assim com o mundo) e geralmente se estende até o fim da sua trajetória, porque desgraça pouca é bobagem e a pessoa pega o mesmo ônibus que você (e se bobear senta ao seu lado).

Se cuidem.


9 comentários:

  1. ME-LHO-RES ilustras!
    Chamemos Padre Quevedo pra procurar respostas pra esse fenômeno, pq não é possivel. Aff.

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  2. AMEI OS DESENHOS GAB!
    HAHAHAHAHA mas é bem isso mesmo, aqui em SP meu problema com esse tipo de gente é no metrô, ainda mais quando ele ta lotado e a abençoada acha que existe um vácuo atrás de mim - não existe - e quer porque quer que eu dê passagem sendo que não tem nem onde colocar o PÉ ¬¬ é o cúmulo, mas te entendo.

    Eu logo me irrito e ou dou um jeito de acotovelar a pessoa "acidentalmente" pra ver se ela chega pra lá ou fico quieta e xingo a infeliz até décima primeira geração. Ai Brasil né? (pior seria se o problema fosse só aqui...)

    beijo!

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  3. Mas é uma artista essa menina!!!
    Quando eu vim ler eu achei que tu comentarias sobre o fenômeno de estar na esquina da parada e abanar para o ônibus que acabou de sair! Principalmente o das 21:00 porque, depois dele, só 22:30. E assim foram uns 7 ou 8 anos de faculdade...

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  4. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    amiga, vou te contratar pra ilustrar meus posts, vai vendo.
    olha, eu tenho PAVOR de gente que não enxerga os outros. não encontro muitos exemplares da espécie no ponto de ônibus, mas vejo muito andando na rua. eu ando muito a pé, então todo dia trombo com alguém. trombo mesmo, porque essas pessoas não tem a MENOR noção do espaço que ocupam e acham que estão sozinhas na calçada. elas andam mexendo no celular, falando no celular, e prestando atenção em tudo menos no fato de que estão naquele ponto estratégico da calçada que não te deixa espaço pra andar do lado, ou então ultrapassar sem trombar no cidadão. e quem anda devagar em rua movimentada? e quem tá andando E PARA DO NADA????
    gente, pessoas.
    que morte.

    beijos <3

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  5. AMIGA, já amo seus posts engraçados, mas se eles começarem a ser ilustrados pelo paint, juro, não responto por mim porque AMO DEMAIS, hahahaha.
    E eu também me irrito demais com essas pessoas que não conseguem lidar com espaço pessoal, sabe? Tipo assim, não é A Gente dormindo de conchinha (hehe), é gente aleatória que, com ônibus vazio, resolve sentar do seu lado! Não consigo me conformar com essas coisas. A vantagem de morar em Curitiba é que aqui as pessoas, num geral, são totalmente o oposto disso, hahaha. Os bancos individuais são os primeiros a acabar no ônibus, o sonho de todo mundo é sentar neles.
    Beijos! Te amo! <3

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  6. Essas coisas me fizeram desenvolver a teoria de que eu realmente fico invisível em alguns momentos, tipo um superpoder secreto que eu não consigo controlar. Porque no meu caso não é só na parada de ônibus, é na vida. Já teve casos de grupinhos de pessoas fazendo/dizendo coisas que ninguém (normal) faria com um estranho por perto bem na minha frente, e dizendo que não tinha problema porque "não tem ninguém aí".

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  7. Ai céus hahahahah que tragédia! Eu odeioo gente assim. E odeio cigarro. E gente berrando no celular. Ufs ufs. Muita calma nessa hora.

    Universo adora pregar umas peças na gente...

    um bj,
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  8. Eu acabei rindo mais do que deveria porque acabei de fazer um post e vim aqui ver o seu, e descobri que quase falamos do mesmo assunto, e também porque uma vez fiz uma pesquisa no blog perguntando se as pessoas chamava de ponto ou parada hahahha.
    MAS MEU DEUS DO CÉU ISSO É UM RESUMO TÃO LINDO DA MINHA VIDA, hoje mesmo quando eu tava voltando pra casa, umas cinco pessoas esbarraram em mim, e eu nem ocupo muito espaço nessa vida gente.

    Novembro Inconstante

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  9. Sabe o que é pior? É que, muitas vezes (e sem querer EU JURO NÃO É MINHA CULPA), eu sou essa pessoa. Explicando: cursar arquitetura é um constante transporte de maquetes, toneladas de folhas de papel paraná/panamá/similares e sacolas com todo tipo de cola, estilete, tesoura e um tubo gigante e eu sendo eu, essa pessoa extremamente jeitosa, claro que saio tropicando em todo mundo, quebrando maquete, dando com o tubo na cara das pessoas... Mas pelo menos eu tenho noção que incomodo, só não consigo evitar na maioria das vezes hahaha Desculpa mundo.

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