sexta-feira, 23 de maio de 2014

Com licença, deixa eu tirar a poeira aqui rapidinho.

Faz tempo? Faz. 
Me sinto culpada? Bem pouco. Menos do que achei que sentiria. 
Acho que eu estava vivendo, sabe? São raros os momentos que eu apenas vivo, sem a eterna angústia de escrevinhar tudo pelo que passei. Nesse meio tempo teve encontro da Máfia no Rio de Janeiro e eu não sei direito se já me recuperei dessa falta que as gurias me fazem todo o santo dia e ai meu deus que saudade (claramente esse é um caso irrecuperável), teve Casos de Família protagonizados por mim, teve casos de nota baixa na faculdade e em todos esses anos nessa indústria vital, é a primeira vez que isso me acontece.

Eu poderia escrever aqui todo um discurso digno de Bial (aqueles compridos e que não entendemos nada) sobre como minha vida está diferente e ao mesmo tempo igualzinha, mas para quê? E, principalmente, por quem? Preciso eu me convencer de uma coisa que vejo todo o santo dia? 
Não foi minha vida que mudou, foi eu. A vida está seguindo bem direitinho, tudo nos conformes, mas eu não. Parei em alguma parte do caminho. Algo em mim se quebrou. 
E agora o que resta? Achar os caquinhos e seguir em frente? Que preguiça.
Prefiro me redesenhar, me reinventar, me refazer. Não quero nada quebrado porque já dizia minha mãe que coisa quebrada traz azar e de azar eu já estou cheia.

Começar do zero, tentar de novo, embarcar nessa nave louca (ai Bial!) que é vida.
Who is with me?

6 comentários:

  1. Ser humano nunca quebra, Marido. O que a gente acha que tá quebrado, na verdade só mudou de forma. Os olhos que precisam se adaptar, não os "cacos". Sinto sua falta todo dia, viu? E preciso te mandar sua canga, mas vou sentir tanta falta dela aqui no quarto que não quero mandar. Não aguento mais perder nenhum pedacinho de vocês. Agora voltando ao seu texto: abraça seu novo eu com força, porque um dia elas dão lugar a novas mudanças e você vai precisar se livrar dele também. Muitos beijos <3

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  2. Pausa: Palominha te chamando de marido no comentário, HAHAHAHAHA. Despausa.
    Então, viver eternamente com a saudade de vocês é realmente um caso irrecuperável, temos que lidar com isso. Mas vale a pena!
    Te amo, Iralinha <3 Em cada um dos seus 'eus'!

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  3. <3 Eu tô contigo, Iralinha. E sou que nem você: prefiro me reinventar a ter que recolher caquinhos e seguir em frente.

    Acho que quase todas na máfia estamos passando por esse hiatus da escrita, menos Anna Vitória que é um polvo HAHA. E, sei lá, todas mudamos. No meu caso tem muito a ver com o fato de que posso compartilhar as coisas com vocês o mais rápido possível e daí morro de preguizzzZ de escrever.

    Mas ó, aproveite essa nova fase e seja feliz, amiga. Não te desejo menos que isso. ♥

    Beijos.

    ps: MARIDO HSAUIHSUIAHAS

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  4. O comentário de Paloma ficou todo lindo e poético, mas né. Impossível não morrer de rir dessa Pássara te chamando de marido, HAHAHAHA! Os limites? Nós não o conhecemos, hahaha!

    Amiga, eu tô contigo e não abro. Essa possibilidade de nos reinventar é uma daqueles maravilhosos presentes da vida. Não sei o que seria de mim sem ele.

    E nem vou falar da saudade, né? Realmente: irrecuperável.

    Beijos, amo você <3

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  5. Yay! :) Sou mestre em juntar caquinhos e seguir em frente. Aliás, acho que, no último ano, tirei até um mestrado nisso rs. Eu me senti parada na vida na época da faculdade e um pouco agora também, mas esses períodos on hold são efetivos para redefinir e aproveitar melhor os caminhos. Bom, volta logo! Bjs.

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  6. Se a gente tem a opção de jogar as coisas fora e se livrar do que não serve mais, pra que tentar consertar?
    Tudo o que é novo da muito mais animo, e surge até aquela esperança de que tudo vá ser melhor.

    Novembro Inconstante

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