segunda-feira, 15 de julho de 2013

O post mais pessimista do mundo.

Era de se esperar que depois de uma noite como a de ontem, de festa em família, alegria e amor, eu escrevesse algo leve, talvez engraçado, mas definitivamente nada como o que eu vou escrever agora.
Desculpa, mas o pessimismo nunca me deixa. E eu nunca deixo ele. Amor eterno, amor verdadeiro.

Tenho pensado no drama que eu enceno sempre, todos os dias, para qualquer mísero probleminha que me surge. Há alguns dias estava eu me arrastando pelos cantos de casa pensando que morreria de dor na garganta. Ontem amaldiçoei o mundo inteiro por não ter achado um produto na farmácia. E assim vai indo, é o meu jeitinho. 

Sabe...é tanta bobagem, né? Tanta tempestade em copo d'água sem necessidade. Todo mundo faz isso. Mas não fariam se pensassem que, bem... ainda temos muitas tragédias para viver. Tragédias de verdade, perdas irreparáveis, guinadas na vida para o caminho errado, todas essas coisas.
Então, meu deus, porque perdemos tanto tempo nos escabelando por qualquer coisinha, quando devemos mesmo guardar nossas energias para o que vem de pior pela frente?
E vem.
Para os pessimistas, para os realistas e até mesmo para os otimistas. 

Desculpa.

3 comentários:

  1. Iralinha, seu texto casa bem com o meu. Mas é tão difícil não dramatizar. A gente vive num mundo onde as pessoas, infelizmente, competem pra saber quem ganha na maior tragédia, e todo mundo sempre quer ganhar. É bizarro e triste.

    Beijo!
    Saudade

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  2. Oi, achei seu blog por acaso por causa que procurei sobre BIG FISH no google. Haha.
    É assim mesmo. A gente dramatiza coisas muito pequenas. Parece que qualquer coisa nos últimos tempos pode me deixar estressada, por menor que seja. Me sinto meio bipolar, porque tá tudo bem, não tenho grandes problemas e do nada, um simples probleminha como esses me deixam tão estressada que preciso respirar 10 vezes e analisar exatamente este seu ponto de vista. E por mais que eu saiba disso (que é um exagero), sempre se repete, sai fora do controle, sabe?
    Por mais que seja normal sim, não é tão normal assim não. E devemos tentar sim, melhorar e deixar disso. É um hábito, é um vício, e quando vê a tristeza nos acompanha até quando a família tá toda reunida cheia de alegria e amor. Sabe? A tristeza é um vício. A tristeza, ou a insatisfação, como quiser chamar o fato de reclamar e ver problema em coisas tão pequeninas.
    Ah, a princípio, concordo com o post sobre os óculos. Os meus vivem sujos e agora você me deu uma boa resposta para quando minha mãe mandar eu limpá-los."NÃO SEI quando está sujo, porque, no caso, eu não estou olhando para ele e sim por ele, então..."
    E na real, nem pra óculos escuros eu sirvo, porque parece que eu fico cega de tão desastrada e a sensação que tenho é de que vivo em outro mundo. Mas ok, estou tentando adaptar.

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  3. Eita, tá todo mundo numa vibe ruim, hein? Minha veia de pensamento é a realista, e eu tenho várias provas disso, acredite. E eu acho que as tragédias são o que dão valor às coisas boas, e que elas também existem em número bem mais diminuto que a gente imagina. O problema é a nossa alma latina, que adora colocar a mão na testa e dizer "oh" quando quebra um copo. Um beijo e vou te chamar de Paola Bracho por um tempinho agora. ;)

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