domingo, 31 de março de 2013

Para mim, quando criança.




Não sei. Mas seria legal se sim. 

Seria mágico se a Gabriela de 8 anos olhasse para mim, a Gabriela de hoje, e ficasse com os olhos brilhando e querendo crescer logo para chegar na minha idade. Porém, eu sei que não seria assim. 
Quando eu tinha 8 anos, eu não me importava muito com os adultos. Na verdade, não me importava muito com as pessoas em geral. Eu vivia no meu próprio mundo, que era cheio de gibis, livros, Barbies, bonecas e brincadeira de escolinha. 
Muito provavelmente se a Gabriela criança me encontrasse agora, ela só daria um oi educado e em pouco tempo viraria as costas e procuraria algo para se distrair.

De qualquer jeito, eu queria ter a chance de voltar no tempo e contar para mim mesma que "hei, a nossa vida vai ser boa". 
Que nem sempre vai ser maravilhosa, mas que na maior parte do tempo sim. E que vai demorar, mas tu vai conseguir fazer o que tu sonha, apesar de estar sempre com um sonho novo, e que tu vai ter amigos ótimos, um namorado incrível, e que a família nunca vai sair de perto. Acho que iria poupar ela das partes ruins, para não assustar. Iria dar ênfase nas partes boas e ia fazer ela acreditar que ela pode ser o que quiser. 
Mas o mais importante: iria dizer que pelo amor de deus ela aproveitasse o máximo a infância, as visitas na casa dos bisavós, os passeios no parque com o pai e os irmãos, que cuidasse dos brinquedos e que não deixasse a mãe jogar fora depois. E que não tivesse tanto medo de tudo. 

E que risse muito, de tudo, sempre.


8 comentários:

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  2. Se eu pudesse encontrar minha versão 8 anos, diria apenas isso pra ela:

    Tá vendo? Você não vai ser feia a vida toda.

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  3. Dia desses eu estava pensando a mesma coisa: como seria me reencontrar? Eu queria bater um papo com o meu eu de uns 12 anos de idade, que é quando eu já sabia mais ou menos o que eu queria fazer da vida. Não só pra contar que vai dar tudo certo de um jeito diferente, mas porque eu andava precisando de muitos conselhos - e acho que a melhor pessoa pra me ajudar seria meu eu ingênuo de 10 anos atrás :) hahahaha
    beijo

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  4. Se eu encontrasse a Imylena de 8 anos de idade não sei o que diria pra ela, Eu juro por deus que gostaria de encontrar comigo mesma em varias fases da vida 12 anos, 22 anos e mostrar pra Imy lá do passado que as coisas passam na vida e que guardar magoa é uma grande bobagem e que a vida nada mais é do que uma grande dança das cadeiras e que um dia se esta sentado bem confortavelmente e em outra se esta em pé. BELÍSSIMO TEXTO!!! Isso abriu uma grande questão na minha vida hehehhe bjimmm.

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  5. Que tri! Nunca parei pra pensar nisso.
    E pensando agora, não sei o que eu diria. Quando eu era pequena não me importava muito com os adultos, também. Acho que posso dizer que aproveitei a minha infância. E eu hoje, gostaria de voltar e aproveitar ainda mais, sem pensar no futuro e aproveitar mais a família. :)


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  6. oi gabi!
    adorei o post... nunca tinha pensado sobre isso, mas é uma ótima pergunta a se fazer. acho que a fernanda de 8 anos teria gostado da fernanda de 28. não mudei muito em relação às coisas que acredito, mas acho que esperava ter conquistado mais coisas com a idade que estou agora... mas acho que saber que as coisas estão ok agora teria me evitado muita ansiedade e momentos de pânicos pelos quais eu já passei... mas deu tudo certo! e importantíssimo, rir em todas as etapas da vida! :)
    beijo, beijo!

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  7. Vira e mexe, me pego pensando nisso, no que eu criança acharia de mim hoje. Acho que eu criança ficaria meio decepcionada, porque nós fantasiamos muito a vida adulta e temos expectativas muito fora da realidade. Mas acho que, de certa forma, eu criança teria orgulho de eu quase adulta. Por outro lado, acho que eu adolescente ficaria mais feliz me conhecer hoje, de saber que eu realizei seu principal sonho e que agora estou batalhando no sonho consecutivo. Ah, acho que ela, sim, gostaria de me conhecer. :)

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