sexta-feira, 15 de março de 2013

Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada, Prostituída...

Nunca vi o filme e do livro eu só ouvia falar.
Dia desses passeando pela biblioteca da faculdade, me deparei com ele. Capa surrada, folhas amareladas, único exemplar que tinha lá. Peguei sem esperar grande coisa, acho que eu tava muito entediada para ficar empolgada. Mesmo assim levei para casa e comecei a leitura naquele dia mesmo, deixando de lado O Trono de Fogo.

Não consegui parar de ler. A trajetória de Christiane é surreal, rápida, absurda e terrivelmente triste. A gente sabe, e ouve falar, dessas adolescentes que muito jovens perderam o rumo da vida e acabaram se perdendo nas drogas. A gente sabe, e ouve falar, mas nunca delas mesmas. Raros são os depoimentos de quem é viciado em algum tipo de droga.
Christiane F. falou. Contou a vida que levava quando criança e como entrou nesse mundo. Era uma menina deslumbrada com as coisas que via. Entrou nas drogas para chamar a atenção e se sentir cool entre os "amigos". E não é sempre assim que dizem que começa? 
Uma jovem que poderia ter sido qualquer coisa que quisesse, quis a heroína. Hoje ela deve ter o que? Uns 50 e tantos anos e ainda viva por milagre, luta contra essa coisa.

Eu não sei explicar como eu me senti lendo esse livro. Sei que me afetou um bocado. Nas últimas páginas eu já não podia ler antes de dormir, pois era certo que sonharia algo extremamente bizarro. Sonhei com aquilo tudo, sonhei que me drogava, sonhei que me 'picava', que queria sair daquilo, que queria mais. Foi uma loucura!
Uma noite eu acordei e fui direto para o banheiro vomitar. Não sei, pode ter sido alguma coisa que eu comi, mas eu me senti tão mal que tinha certeza que era por causa do livro. 

É sensacional, e ao mesmo tempo, assustador, perceber os efeitos que um livro forte desses causa, pelo menos em mim. Antes de Eu, Christiane F., o único que tinha me deixado assim foi As Brumas de Avalon, que li um atrás do outro e não conseguia pensar em outra coisa.

Eu gosto de livros pesados, mas esse me derrubou. 
Preciso de leveza agora.

12 comentários:

  1. também nunca li esse livro, só ouvi falar, sempre tive curiosidade mas esse teu post me deixou com certo receio, não creio que seja uma leitura que me faria bem logo agora :s mas quem sabe um dia?

    Beijo Iralinda, que tudo seja balões de gás hélio na sua vida daqui pra frente (ou até quando você quiser)

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  2. Sou do clube daquelas que ainda não leu o livro ou assistiu ao filme. Lembro da repercussão que teve quando ele foi lançado, mas de uma maneira bem vaga... sabia que era um livro intenso, mas do jeito que você falou me deu até receio! Ultimamente ando tão facilmente impressionável que se eu ler é bem provável ter sonhos estranhos também. Quem sabe daqui alguns meses, rs!
    Ah, e só pra constar: adorei seu background!
    =*

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  3. Amiga, esse livro é F**A, com o perdão da palavra! Li aos 16, e senti um turbilhão de coisas. As narrações são podres de tão bem narradas, eu tinha ânsia de verdade lendo. E as fotos?
    Adoro livros tapa na cara da sociedade.
    E amei esse lay novo, cheio de sorvetinhos! <3 <3
    Me paga um sorvete??
    Beijo!

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  4. Ai Gabi, te odeio! Eu quero TANTO ler esse livro e nunca achei pra comprar em canto nenhum. Sempre que eu pesquiso, dá como esgotado. E agora você fez reviver essa minha vontade doida que tenho de lê-lo. Vou passar ao menos o resto do dia pensando nisso :~~
    Beijo <3

    ps.: E amei esse lay novo, cheio de sorvetinhos! <3 <3
    Me paga um sorvete?? [2]
    HAHAHAHAHAHAHA morri com essa da Analu.
    Já quero sorvete!

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  5. É muito forte mesmo, eu vi o filme ou o que eu consegui ver.
    Não fui até o final e ainda vi quando tinha 13 anos, tipo né?!
    Nem entedia direito, mas são cenas fortes.
    Imagina o livro?! E ainda fotos e casos. Nossa.
    É muito: alô, alô, realidade. Chega ser assustador.
    Não me lembro de muitas coisas do filme, mas não tenho fôlego pra ver de novo (acho).


    :*

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  6. Recentemente vi o nome desse livro não sei aonde, mas ele está anotado aqui na lista (imensa) de livros que quero comprar. E, assim, eu gosto de livros que mexem com a gente.

    Um livro que acho que segue a mesma ideia é "Vida de droga" do Walcyr Carrasco que li quando tinha 15 anos e fiquei fascinada.

    Mas essa história de você vomitar por causa do livro foi bizarra. Deve ser intenso de mais! Já quero!

    :*

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  7. Acho que tentei baixar o filme e o livro uma época, mas desencanei no meio, não sei porque. Gostei da sua resenha, me interessou bastante, tinha ouvido muita coisa de ser "forte" e tal, mas ninguém nunca tinha explicado o porque de achar isso ou o que sentiu durante a leitura.. Vou colocar aqui na fila.
    Beijo

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  8. Não li nem assisti a versão cinematográfica. Não por falta de interessa, mas justo por ficar apreensiva diante de uma história tão pesada assim. Acho que você foi corajosa! :)

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  9. Também nunca vi o filme e nem li o livro. Mas olha: esse livro é um daqueles estilo "tem que ter" lá na livraria. Uma vez uma moça me falou dele, disse que a história é, de fato, emocionante e instiga por ter sido escrita pela própria garota. Bem, todos nós temos necessidade de contar nossa história, não é mesmo? Não basta saber como elas vivem por outras pessoas. Afinal, elas também possuem vozes. Vozes que não podem ser caladas.
    Abraços.

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  10. Nunca li este livro, mas fiquei super curioso e bem receoso...rs.
    Att.,
    Luks

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  11. Eu li esse livro a pelo menso uns dezoito anos atrás... na época não existia internet informação rápida era difícil e eu ficava me perguntando o tempo todo o que tinha acontecido com ela.. Hoje sei que infelizmente a vida dela não mudou muita coisa, mas sei la naquela época eu imaginava que a vida tinha reservado um final feliz pra ela. bjimmm adoro isso aqui apesar de nao comentar muito.

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  12. Sempre tive curiosidade, agora fiquei com mais vontade ainda. Quando era mais nova, via o VHS (!!!) na locadora e sabia que não poderia assistir em casa, porque minha mãe ia ficar chocadada, rs.

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