domingo, 30 de setembro de 2012

Descabida, injusta, intrometida, chata.

Só quero deixar registrado meu completo desagrado a respeito da morte.
Acho que ela é uma baita de uma intrometida, sabe? 
Eu definitivamente não gosto dela. Nem quando ela vem de surpresa, nem quando ela avisa que vai chegar.
Não gosto da presença, não confio, me incomoda.

E mesmo assim, não consigo parar de pensar na morte. Por mais que eu a odeie, ela me fascina.  Tira meu sono, de verdade.
Acho injusto que tanta gente seja levada por ela. 
Quem é a morte para se opôr à vida?

E eu não consigo parar de pensar no momento que ela chegará por causa minha, para me levar com ela, para me tirar daqui. Eu juro que se puder eu dou um soco na cara da morte e saio correndo. Se for possível, fujo dela. Porque eu não quero! Não quero "me deixar levar" por algo que eu não gosto. Ora, eu nunca fui de acompanhar modinhas, e parece que ultimamente, morrer está na moda. 
Que coisa mais brega isso de morrer.
Tanta coisa para fazer na vida, tanta gente para conhecer, tantos livros para ler e as pessoas estão por aí morrendo. Pfff.

Mas eu sei que ela é insistente, que sempre consegue quem quer, mas vocês não acham que alguém tem que impedi-la? Alguém, por favor, da um "para-te quieto" nessa coisa?

Que inconveniência, meu deus, chegar assim do nada e tirar a vida de alguém. Quanta falta de educação!
Não sei vocês, mas quando ela chegar para mim, eu vou fazer de tudo para que ela não me pegue.

Tenho mais o que fazer do que dar bola para uma morte descabida. Tenha dó, né?








7 comentários:

  1. Pois é, Gab.. a morte é bizarra e é a coisa mais certa da vida. Me dói pensar nisso. Me dói saber que posso estar aqui agora bem de boa, e amanhã não. Mas é isso aí. Viver é aproveitar a vida sabendo que a morte está para te buscar. Mas me acalmo um pouco porque não acredito que tudo termina na morte. Alma é algo grande demais pra ser barrada pela morte!

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  2. Gab, não encaro dessa forma! Assim como a vida, a morte tb é natural. É da nossa natureza, como todas as outras coisas do mundo. Só que nós temos o privilégio de pensar e nos angustiar com ela.
    Não gosto da ideia das coisas que vou acabar perdendo com a morte, mas como disse a Ana, acho que tudo não acaba nela. Acho que vamos viver coisas muito, muito mais belas do que as que vivemos aqui. E acho que para viver com o que temos agora, enquanto vivas, pensar que tudo isso irá acabar é essencial. Nos faz dar ainda mais valor. E, de alguma forma ou de outra, temos que aprender a desapegar, a dar valor da maneira correta, não por medo de perder, mas por se sentir plena com os acontecimentos...!
    Um beijo querida! Não fique angustiada não!

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    1. Nossa, chamei a Analu de Ana! O papo ficou sério demais!!!

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  3. Gab, deixa disso, não fica maluca antes da hora! Quando eu não gosto de algum pensamento que se intromete na minha cabeça mando ele embora, pois acredito (um pouquinho), que quando pensamos demais em alguma coisa as energias ao nosso redor conspiram para que isso aconteça. Pelo menos quando quero muito alcançar algum objetivo fico pensando, mentalizando... e acontece!
    Então deixa essa morte boba para lá e pensa na vida maravilhosa que agente tem!!!

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  4. Sei lá vai ver que eu estou errada e que não tenha nada a ver, mas tenho a impressão de que a morte da Hebe acabou mexendo um pouco com todo mundo. Mesmo quem não era fã dela. É muito triste, ainda que saibamos que é uma coisa natural da vida. Eu sou uma zero a esquerda pra falar nesse assunto e tenho medasso de morrer e de que alguém que eu amo morra. pepeô.

    que Deus nos ilumine com saúde. amém.

    beijoca

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    1. Aham, foi por causa da morte da Hebe que eu fiquei mimimi com esse assunto, mesmo eu já tendo uma tendência para pensar na morte.

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  5. O ruim é quando ela pega a gente de surpresa =T

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